Como identificar se uma PINTA É ALGO MAIS?



O Brasil é um país tropical, ou seja, estamos acostumado a lidar com o calor na maior parte do ano e, portanto, recebemos maior incidência de raios UVA e UVB, o que torna nossa pele mais suscetível ao câncer de pele (se não houver o devido cuidado com a proteção).

Isso acontece porque a radiação ultravioleta (UV) do sol é o principal agente causador de danos no DNA das células da pele e a exposição crônica aos raios está associada principalmente ao carcinoma espinocelular. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) destaca ainda que aquelas pessoas que tiveram queimaduras solares na infância são mais propensas ao carcinoma basocelular e ao melanoma.

O QUE DIZEM OS DADOS

De acordo com o INCA, trabalhadores que atuam ao ar livre, como os da construção civil, agricultores, pescadores, guardas de trânsito, salva-vidas, atletas e agentes de saúde, entre outros, apresentam maior risco de câncer de pele não melanoma.

Os dados podem chamar atenção, mas a exposição solar sem proteção não é o único fator de risco para o câncer: cor da pele, hereditariedade, bronzeamento artificial, idade, radioterapia, histórico familiar, entre outros, também aumentam as chances de desenvolver esse tipo de tumor.

Apesar do câncer de pele ser o tumor de maior incidência no Brasil, felizmente, apenas 3% desses diagnósticos correspondem ao melanoma (o tipo mais agressivo), essa é uma informação relevante, uma vez que os outros tipos, chamados de câncer de pele não melanoma, têm baixa letalidade.

COMO IDENTIFICAR

Não podemos ignorar que o câncer de pele é um sério problema de saúde pública por ser tão comum na população. Por isso, saber como identificar os primeiros indícios de que uma pinta pode ser um câncer, pode ajudar no tratamento e diagnóstico precoce.

A dica mais recomendada para analisar pintas suspeitas é a regra do ABCDE (isso mesmo, as primeiras letras do alfabeto). Confira:

  • A de assimetria: quanto mais assimétrica for uma mancha ou pinta, maior o risco de ser um câncer;

  • B de bordas: bordas irregulares também são sinais de perigo;

  • C de cor: pintas com mais de uma cor e com tons pretos podem ser melanoma;

  • D de diâmetro: lesões com mais de 5 milímetros merecem mais atenção;

  • E de evolução: mudanças na cor, tamanho ou forma de uma lesão ou pinta devem ser investigadas

Qualquer alteração em algum desses aspectos deve ser analisado por um dermatologista. Não ignore os sinais, o diagnóstico precoce do câncer de pele é fundamental para seu tratamento eficiente.

Fonte: SBD

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