Durante e após o tratamento do câncer de mama, a pele exigirá cuidados



O diagnóstico de câncer de mama acarreta muitas preocupações: o tratamento, o cuidado com a saúde, que muitas vezes fica debilitada em função do tratamento agressivo, além de estresse e ansiedade.

Uma dessas preocupações envolve o cuidado com a pele, que pode sofrer os efeitos da radioterapia. Embora os efeitos sejam comparados às queimaduras solares, a radiação é mais complicada, já que além de alterações na área tratada, pode gerar fadiga, inchaço e sensação de peso na mama.

Para evitar o incômodo causado pelas queimaduras, podem ser prescritos cremes específicos que, em geral, funcionam bem. Além disso, pode ser uma boa ideia que não se use sutiã por um tempo, evitando assim o atrito do tecido/elástico com a pele; usar roupas de algodão também promove um maior conforto.

Após a radiação, quando a pele cicatriza, pode haver preocupações persistentes, já que a pele na área onde a mama foi removida pode ter mais manchas do que o outro lado. Em geral, são manchas escuras, bem como manchas espalhadas que não são manchas da idade. Além disso há a cicatriz cirúrgica, podendo haver também linfedema.

Com tudo isso dito, pode ser de grande ajuda para a mulher submetida ao tratamento de câncer de mama fazer acompanhamento antes, durante e depois do tratamento. Cada um desses momentos irá demandar um tipo de cuidado com a pele: inicialmente preventivo, evitando que queimaduras aconteçam, durante o processo mantendo a saúde da pele; e posteriormente, caso necessário, promovendo tratamentos que melhorem o aspecto da pele.

Além disso, é importante destacar que a American Cancer Society relata que as mulheres que foram tratadas para câncer de mama têm um risco aumentado para outros tipos de câncer, incluindo melanoma. Os oncologistas sugerem que o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular são mais prováveis ​​nas regiões irradiadas, o que demanda um cuidado extra no monitoramento.

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