O lúpus e a sua pele: qual é o papel do dermatologista?



O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença rara, crônica e autoimune que pode acometer pessoas de qualquer idade, etnia ou gênero, mas tem maior prevalência entre mulheres de 20 a 45 anos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, essa condição surge diante de um desequilíbrio na produção de anticorpos que reagem com proteínas do próprio organismo, desencadeando uma série de inflamações em diversos órgãos.


Apesar de não ter uma causa bem definida, sabe-se que o Lúpus está ligado a fatores genéticos e hormonais, se desenvolve à medida que o paciente interage com o ambiente (infecções, micro-organismos, radiação solar, entre outros) e evolui gradativamente.


COMO O DERMATOLOGISTA PODE AJUDAR O PACIENTE COM LÚPUS?


Cerca de 80% dos casos de Lúpus têm manifestações dermatológicas evidentes. As mais comuns são manchas avermelhadas no rosto, nariz e demais áreas expostas à luz, vasculite, alta sensibilidade à radiação solar e queda dos pelos e fios de cabelo.


Diante desse cenário, o dermatologista tem uma função muito importante no diagnóstico, tratamento da doença, controle dos sintomas e promoção da qualidade de vida ao paciente. Após o diagnóstico, podemos examinar cada caso, mapear riscos à saúde e recomendar uma intervenção adequada.


O tratamento dermatológico mais comum passa por uma rigorosa proteção solar, uso de cremes hidratantes para proteger a pele, pílula ou injeção de corticosteroides para conter as inflamações, medicamentos para interromper a queda de cabelo e orientações frequentes quanto aos melhores hábitos de vida em busca do bem-estar.


Como a doença também atinge outras partes do corpo, como as articulações, rins, pulmão e coração, é preciso buscar o apoio de outras especialidades.


Caso tenha alguma dúvida, estou à disposição para conversarmos no meu consultório. Você pode agendar um horário pelo telefone (34) 3217-8394 ou WhatsApp (34) 99317-8394.


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